Por que, de repente, os CEOs e proprietários de empresas resolveram aparecer nas redes sociais?
Há pouco tempo, CEOs eram figuras de bastidores: surgiam em entrevistas bem ensaiadas ou em relatórios anuais. Porém, algo mudou.
Líderes internacionais como Jamie Dimon (JPMorgan Chase), Daniel Shapero (LinkedIn) e William Peake (Harneys), começaram a aparecer em vídeos curtos — muitas vezes gravados no celular, sem roteiro — compartilhando atualizações sobre a empresa, reflexões pessoais ou insights sobre o mercado.
No Brasil, temos Luísa Trajano (Magalu), Joa?o Adibe (CIMED), Gustavo Werneck (Gerdau) e tantos outros aparecendo nas redes para conversar com o público.
Será que é apenas por vaidade? Para inflar o ego? Ou é pura estratégia de marketing?
Você sabia que 49% da reputação de uma empresa pode ser atribuída à figura do CEO?
Além disso, aqui estão 3 motivos para CEOs aparecerem mais.
3 motivos para CEOs aparecerem mais
-
Autenticidade e confiança
Consumidores e colaboradores valorizam a humanização. Estudos revelam que:
– 82% das pessoas confiam mais numa empresa cujos líderes estão ativos nas redes
– 77% dos consumidores têm maior propensão a comprar de empresas com CEOs visíveis nas redes
Esse é o fenômeno da conexão humana.
Tendemos a confiar mais em pessoas do que em marcas. Em um estudo da Sprout Social, mais da metade das pessoas disse que aumentaria seus gastos com marcas que possuem o CEO ativo na comunicação.
-
Recrutamento e cultura interna
Para futuros talentos, encontrar um CEO engajado nas redes é um diferencial:
– 82% dos funcionários em potencial pesquisam o CEO online antes de se candidatar
– Profissionais têm 4 vezes mais propensão a trabalhar para líderes ativos nas redes
Isso mostra que visibilidade executiva reforça o employer branding, além de aumentar o engajamento interno dos próprios colaboradores.
-
Impulsionamento de marca e performance
Líderes ativos geram mais alcance e podem influenciar resultados.
– Um CEO gera a mesma quantidade de reações no LinkedIn que a página da empresa, mesmo com apenas 1,67% dos seguidores
– Conteúdos de líderes têm 8 vezes mais engajamento que os corporativos de marcas
Por causa da conexão humana, o conteúdo dos líderes reverbera muito mais do que das marcas e, portanto, recebem um alcance extremamente superior.
Quais são as principais redes sociais utilizadas?
O LinkedIn é a plataforma número 1 entre os CEOs. O ambiente corporativo favorece a rede social criada com o objetivo de conectar as pessoas na área profissional.
Na Fortune 500 de 2024, 98% dos CEOs que estavam em pelo menos uma plataforma de mídia social usam o LinkedIn.
Nessa plataforma houve um aumento de 52% nos posts feitos por CEOs nos últimos dois anos, e o formato vídeo cresce duas vezes mais rápido que os formatos estáticos.
Aliás, executivos adotam o formato de vídeo pela honestidade percebida, é como se você não pudesse se esconder.
Demais plataformas como TikTok e Instagram vêm na sequência encorajando formatos mais espontâneos, como é o caso do João Adibe, CEO da CIMED, que grava stories mostrando os bastidores do dia a dia.
Riscos e críticas do uso de redes
Nem tudo são flores!
O público não perdoa se o CEO não for genuíno. Causando o efeito reverso, a antipatia pode arranhar a imagem da marca.
É necessário menos autopromoção e mais autenticidade.
Há um limite tênue entre naturalidade e marketing artificial. O consenso é que só vale aparecer se houver consistência, clareza e conexão genuína com o público.
Exemplos de como CEOs estão colocando seus rostos nas redes sociais
Veja uma lista de executivos colocando em prática o uso das redes de forma genuína e transparente:
– Jamie Dimon, CEO da JPMorgan Chase, compartilhou um vídeo casual resumindo sua carta anual aos acionistas.
– Jon Gray, Presidente da Blackstone, grava enquanto corre, combinando estilo de vida com mensagem corporativa.
– João Adibe mistura a promoção da CIMED com sua vida pessoal de sonhos, família e conquistas.
– Luiza Trajano da Magalu compartilha em vídeo todas as ações que realizou na semana, como palestras, eventos, lançamentos, e outros.
Conclusão…
CEOs e founders quanto mais mostram o rosto, mais constroem confiança, empatia e resultados. As plataformas sociais, especialmente o LinkedIn, ganharam um novo protagonista: o líder que fala diretamente com colaboradores, consumidores e investidores. A presença executiva gera:
– Mais confiança e humanização da marca;
– Melhoria no recrutamento e no engajamento interno;
– Incremento em alcance, geração de oportunidades e vendas.
Mas isso demanda profissionalismo, estratégia, consistência e autenticidade. Por exemplo, vídeos simples porém bem pensados, narrativas verdadeiras e presença contínua são mais eficazes do que conteúdos de puro marketing.
Para CEOs ou founders que ainda se sentem reticentes: o momento é agora.
Quem não aparece corre o risco de ser visto como distante ou desconectado. Quem aparece — e aparece de verdade — tem a chance de se posicionar como líder humano, confiável e estrategicamente conectado.




