O que a história do McDonald’s tem a ver com marcas que têm medo de crescer?

Sob a ótica do The Founder – ou a Fome de Poder – tudo. O filme biográfico lançado nos EUA em 2017 conta a história de ascensão do McDonald’s e nos dá uma aula de ousadia. 

Para quem já assistiu, é preciso se despir do seu lado emocional e vestir um pensamento 100% racional. Desta forma, parece ser possível entender essa lição de arrojo.

Não é novidade pra ninguém o valor que uma boa ideia tem. Se pararmos pra pensar no nosso dia a dia, quantas centenas de boas ideias nos rodeiam? Rapidinho, é possível lembrarmos de Gutenberg, Thomas Edison, Karl Benz e por aí vai. Todos estes tiveram ideias brilhantes mas, mais do que isso, coragem para eternizar suas invenções

Os irmãos Dick e Mac também entram na lista dos donos de boas ideias.

Quando, nos EUA, existiam uma infinidade de lanchonetes abarrotadas de filas e clientes insatisfeitos, reinventaram a lanchonete deles.

Limaram as garçonetes que, além de encarecerem o serviço, tornavam-no mais lento e, para ajudar, confundiam os pedidos dos clientes. Excluíram também mesas, pratos e máquinas de cigarros, que embora rendessem uma grana bacana, faziam o local ser mal frequentado, segundo eles.

Os irmãos não pararam por aí. Perceberam que dos 27 itens do cardápio, apenas 3 deles representavam quase 90% das vendas. Por que, então, manter tantos itens num cardápio? Até hoje em dia, há marcas que pecam no excesso de opções.

Certamente, os irmãos Dic e Mac não conheciam a teoria do Paradoxo da Escolha, nem Barry Schwartz, autoridade no assunto. Pouco importa, pois eles já tinham percebido que mais opções no menu geravam dúvidas e uma espécie de paralisia até que a escolha do cardápio fosse feita, o que resultava em descontentamento nos clientes que ainda aguardavam na fila.

Os irmãos sabiam que a perfeição no atendimento aos clientes era resultado de muito treino. E não brincaram sobre o assunto. Fizeram diversas simulações sobre como tornar os processos de produção dos lanches mais ágil até chegarem no método Speedee, usado até hoje. 

Colocar uma nova ideia de pé não é fácil. Criar um novo negócio também não. Quando, finalmente, tudo está em seu lugar, chega a grande hora: lançamento, inauguração, reabertura. Falhar aqui significa ladeira abaixo, e o documentário também nos dá essa lição.

Dic e Mac foram impecáveis e geniais, mas falharam onde muitas marcas hoje em dia também falham: tiveram medo de crescer. Tiveram medo porque fracassaram na primeira tentativa de abertura da segunda loja. E é isso que vemos dezenas de vezes e de diversas formas em marcas com potencial de crescimento.

Medo de expandir a rede, abrir franquias, investir em tecnologia, em publicidade, em expansão de fábrica e por aí vai. 

Não fosse Kroc, um destemido vendedor frustrado, talvez o McDonald’s que você conhece continuaria existindo; no entanto, numa cidadezinha do interior da Califórnia, sem perspectivas de crescimento ou novidades. 

Uma frase dita por ele mesmo resume o protagonismo de Kroc na história da empresa: “a sorte favorece os destemidos”. 

Está certo, Kroc não tinha o que perder – lembre do início do texto: “é preciso se despir do seu lado emocional” – no entanto, tinha muito a ganhar. E assim pensou! E assim avançou do interior da Califórnia para o mundo.

De professores a aprendizes. Os irmãos ensinaram muito. Ensinaram tudo o que a maior rede mundial de fast-food é até hoje; no entanto, a lição que fez o McDonald’s ter o tamanho que é hoje não veio deles: para sermos grandes não podemos ter medo de crescer.

Poster do filme:

 

Giorgia A. Lorenz

Diretora de Atendimento

Representar a visão dos clientes dentro da agência é o papel da Gi. Publicitária formada pela Universidade Feevale, a Giorgia faz a ponte entre a necessidade de quem precisa do nosso trabalho e o pessoal que pensa e executa aqui dentro. Isso tudo além de gerenciar o departamento de atendimento.

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