Animação não é coisa só “para criança” e muito menos recurso “para sair barato”. Na verdade, animação é estratégia. Então bora animar essa marca?
Qual técnica funciona melhor para o seu projeto?
1. Ilustração gerada por IA – o urso branco na sala
Quando usar: Personalização em massa, ativações digitais ou mera liguagem experimental. Mas atenção: a coerência com a mensagem tem que ser muito calibrada. E a mão humana precisa estar presente para evitar o temido efeito “uncanny valley”.
EXEMPLO: The Holiday Magic is coming. reimaginou seu clássico comercial natalino com IA generativa.

The Holiday Magic is coming
2. CGI 3D + Captação – para além da imaginação
Quando usar: Quando o roteiro exige a mágica interação entre atores reais e personagens digitais. Ideal para retratar o encontro do real com o sonho, o conceitual ou meramente imaginado.
EXEMPLO: *Coca-Cola – de novo! – “Masterpiece” (2023)**, mistura live-action e CGI levando uma garrafa a transitar fluidamente por pinturas famosas de Warhol a Van Gogh. Um espetáculo visual que tornou-se peça constante nas listas dos melhores comerciais da década.

“Masterpiece”
3. 2D tradicional (frame a frame) – calor humano e memória afetiva
Quando usar: Quando se deseja resgatar nostalgia ou transmitir calor, carinho e cuidado.
EXEMPLO: Nike Football – “Let It Rip” (2023). Animado quadro a quadro no estilo anime anos 80, mistura grão VHS e neon em ritmo acelerado, criando conexão emocional imediata com fãs da cultura pop e do esporte.

Nike Football – “Let It Rip”
4. Stop Motion – o tato que desperta emoções
Quando usar: Em campanhas que desejam evidenciar cuidado artesanal, textura e tangibilidade. Especialmente eficaz para reforçar criatividade como valor central.
EXEMPLO: Apple – “Fuzzy Feelings” (Natal 2023) conta a história de uma animadora que transforma frustração em empatia usando personagens de feltro. Tudo captado com iPhone, reforçando a narrativa emocional sem parecer anúncio.

Apple – “Fuzzy Feelings”
5. Motion Graphics e Vetor Flat – clareza sem complicação
Quando usar: Explicações rápidas, campanhas institucionais e conteúdos que precisam transmitir clareza e leveza. Ideal para narrativas simplificadas.
EXEMPLO: Metro Trains Melbourne – “Dumb Ways to Die” (2012), que transformou uma mensagem de segurança em fenômeno viral, conquistando cinco Grand Prix em Cannes e gerando redução real de acidentes ferroviários.

Metro Trains Melbourne – “Dumb Ways to Die”
Bônus: Que tal misturar tudo isso pra animar essa marca?
Quando usar: Se você conhece bem o peso e a razão de cada técnica, o desafio criativo pode ser justamente combiná-las com maestria.
EXEMPLO Starbucks – “Drink In, Breathe Out” (2024) mistura miniaturas, stop motion e live-action, fazendo de uma pausa para o café algo digno de compartilhamento.

Starbucks – “Drink In, Breathe Out”
Antes de começar o próximo storyboard, convém uma perguntinha: “Que sensação quero provocar e qual técnica fará isso sem ruído?”
A resposta (pixels, feltro, linhas de código…) mora na coerência entre técnica e propósito.




