O topo é um lugar feito para se chegar, admirar e ir embora. É desconfortável. É solitário. O ar é rarefeito. E exige uma briga diária no completo desconforto. Não é feito para se montar residência. Por que você iria querer viver em um lugar assim? Todos querem chegar lá, todos acham que viverão lá eternamente, mas a verdade é que poucos estão dispostos a pagar o preço. Os que pagam, constroem um legado. O seu prêmio é marcar gerações, ter seu nome imortalizado ou mudar completamente as regras do jogo.

Jordan Legado

Um traço marcante de pessoas que deixam legados é a obstinação. Não é qualquer coisa que tira ela do seu foco. Michael Jordan é assim. Foi rejeitado no time principal de basquete da escola onde estudava, a Laney High School, por ser muito baixo (modestos 1,80 m na época). Ele não se abateu, e aceitou ficar no time júnior, onde pôde mostrar que o técnico do time de cima estava completamente enganado. Era o primeiro a entrar em quadra, o último a sair dos treinos. Incansável. Era um homem com uma missão: ser o melhor que pudesse. Durante sua passagem pelo basquete universitário, conquistou o campeonato nacional da NCAA e foi selecionado por unanimidade para a seleção do torneio.

O jogo parecia ter virado, não é mesmo? Bem, nem tanto. Depois de se consolidar em sua carreira universitária, Jordan se candidatou ao draft da NBA, em que os times profissionais recrutam novos atletas para suas equipes. Michael foi selecionado pelo Chicago Bulls. Mas não se engane, na época, o time dos Bulls não empolgava ninguém. A torcida, sofrida, via times horríveis em quadra, desempenhos patéticos e anos a fio sem chegar aos playoffs, o mata-mata da NBA. E dentro desse time medíocre, ainda havia pessoas que duvidavam de seu potencial. Ron Thorn, então gerente geral dos Bulls, chegou a dizer que Jordan não era e nem seria um jogador dominante. O motivo? Sim, sua altura. Michael, mais uma vez, teria que calar algumas bocas.

A sua disciplina e ética de trabalho fizeram o descrédito se tornar admiração e, principalmente, resultado. Ele conquistou por 5 vezes o prêmio de jogador mais valioso da liga, 6 vezes campeão da NBA, 6 vezes escolhido o melhor jogador das finais, 14 vezes selecionado como All-Star da NBA. Michael não se tornou o que ele é por causa do Chicago Bulls. Os Bulls se tornaram o que são hoje por causa de Jordan. Porém, tudo tem um preço. Chicago se tornou um local inóspito para jogadores meia-boca ou que não se esforçassem. Naquela quadra, os fracos não tinham vez. Michael era obsessivo e cobrava, muitas vezes de forma até exagerada, o mesmo comprometimento que tinha de seus companheiros. O problema é que ninguém tinha o mesmo nível de dedicação dele. Michael era quase um maníaco em busca da perfeição. Não é à toa que colecionou desafetos entre seus colegas de time. Ame-o ou deixe-o.

Essa ambição quase doentia pavimentou o seu caminho até o topo. E por lá ele ficou por bons anos. Montou residência e provava para todos que chegavam ao redor que eles eram pessoas estranhas àquele lugar. Ele já tinha ocupado o topo. Sua recompensa por ter vivido tanto tempo lá em cima foi um legado. Jovens querem ser como ele. Profissionais tentam alcançar os seus feitos. Michael se tornou o benchmark de sucesso. Até hoje, poucas pessoas ousaram fixar moradia no topo, o lugar onde legados são criados. Para entender um pouco melhor sobre a mentalidade dele e todo o esforço que ele botou em sua carreira, veja “A Última Dança”, na Netflix. Se você quer deixar um legado, precisa aprender com o melhor.

Guilherme Bueno

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