Apartheid, só que alienígena.

Você sabe como são os filmes de ET. Invasão. Caos. Suspense. Segredos militares. Meleca. Cenários escuros. Um presidente dos EUA que não tem as mínimas condições psicológicas para tomar boas decisões.

“Distrito 9” é diferente. Porque se você prestar atenção, vai ver que não é bem um filme de ET.

Tem alienígenas, óbvio. Também tem clichês do gênero, como o fato dos invasores visitantes serem descendentes de répteis. Porém, ele vai além das picuinhas interplanetárias. “Distrito 9” é uma metáfora do regime de segregação racial na África do Sul e suas heranças.

Com narrativa de documentário, a história te pega pelos absurdos. Uma gigantesca nave interespacial estraga (!) no céu de Joanesburgo. Após meses enguiçados, os milhares de ETs se veem obrigados a sair do veículo (!!). Debilitados e fragilizados pelo longo tempo reclusos, eles montam um acampamento provisório (!!!) abaixo da grande nave. Com a ajuda de órgãos “humanitários”, eles se estabelecem como uma comunidade de imigrantes (!!!!). Aqui começam os paralelos históricos.

Os inofensivos alienígenas passam a ser odiados por grande parte da sociedade. Com interesses perversos, o governo bota fogo nesse ódio. Os bichões não têm direitos. São vistos como coisas, não seres. Não têm permissão para sair da comunidade. Muito menos para se misturar aos humanos. O assentamento vira favela. A favela vira problema nacional. Surge o tráfico de armas e substâncias. Violência. Criminalidade das ruas ao poder público. Corrupção. Sangue inocente. Enfim… você já entendeu por que “Distrito 9” (nome da comunidade) não é apenas um filme de ET. 

Como assistir: Alugue no Google Play Filmes por R$ 3,90. Disponível também em outros serviços de streaming.

Poster do filme:

Nikolas Pacheco Müller

Redator

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