Um estudo clássico da Wharton Business School, uma das mais prestigiadas escolas de negócios do mundo, mostrou que a estratégia mais eficaz para o lucro é também a mais ignorada.
Segundo o estudo, existem quatro alavancas que uma empresa pode acionar para aumentar o lucro:
– Aumentar vendas
– Aumentar preços
– Reduzir custos fixos
– Reduzir custos variáveis.
A questão é: qual dessas estratégias realmente tem o maior impacto?
Os números são reveladores:
– Um aumento de 1% nas vendas gera, em média, 3,3% de crescimento no lucro.
– Já um aumento de 1% nos preços eleva o lucro em 10,3%.
– Reduzir custos fixos em 1% melhora o resultado em 2,5%
– Enquanto isso, cortar custos variáveis em 1% aumenta o lucro em 6,5%.
Ou seja, nada supera o preço — ele é 58% mais eficaz do que a segunda melhor alavanca. É a estratégia mais eficaz para o lucro, mas também a mais ignorada. Muitas empresas sequer possuem uma política clara de precificação.
O problema é que uma boa estratégia de preço não nasce do nada: ela depende da percepção de valor.
E é aí que entra a marca. Uma marca forte dá permissão para cobrar mais sem perder volume. Sem marca, não há estratégia de preço — há apenas sobrevivência.
Construir uma marca sólida exige consistência e tempo.
Estudos de efetividade do Instituto Ehrenberg-Bass mostram que investir em marca com alta penetração, atingindo o maior número possível de compradores da categoria, tem efeito poderoso nas margens e na perpetuação do negócio. Essa é uma lição que as grandes marcas aplicam há décadas, mas que muitos ainda insistem em ignorar.
Preferimos seguir a manada — é mais seguro.
O problema é que a manada anda em círculos há décadas, tentando sobreviver com malabarismos cada vez mais criativos.
A grande questão é: você vai continuar copiando a média ou vai começar hoje a construir a única estratégia que garante valor, margem e futuro?
Existe uma máxima no branding que resume bem: há dois momentos ideais para investir em marca. O primeiro foi quando você começou. O segundo melhor é hoje.




